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	<title>Sobre a Ficção Científica - Loja Goiás do Conselho SteamPunk</title>
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		<title>Um mundo sem Shakespeare&#8230; é possível?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael C. Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 13:52:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre a Ficção Científica]]></category>
		<category><![CDATA[Admirável Mundo Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Cyberpunk]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Definir William Shakespeare não é uma tarefa fácil. Conhecido como “Bardo de Avon” (referência a Strattford-upon-Avon, cidade origem do poeta) ou simplesmente “The Bard” (O Bardo, em tradução literal). Sua história é tão complexa quanto sua obra e muitas vezes seu brilhantismo é ofuscado pela falta de capacidade leitor moderno em compreender Shakespeare em sua [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">Definir William Shakespeare não é uma tarefa fácil. Conhecido como <em>“Bardo de Avon”</em> (referência a Strattford-upon-Avon, cidade origem do poeta) ou simplesmente <em>“The Bard”</em> (O Bardo, em tradução literal). Sua história é tão complexa quanto sua obra e muitas vezes seu brilhantismo é ofuscado pela falta de capacidade leitor moderno em compreender Shakespeare em sua essência. Muitas vezes, o poeta chega a ser comparada aos pífios romances novelescos globais ou até mesmo sagas amorosas vampirescas. Por parte da crítica há sempre o foco nas suas obscuras origens e nessa busca incessante para descobrir quem realmente foi Shakespeare, se ele realmente existiu&#8230; Essa bestial e insignificante busca mata por completo todo um trabalho de retratos históricos e do estudo do próprio ser humano. Antes de tudo, o dramaturgo (acho que não preciso mencionar com clareza este detalhe conhecido por todos) foi o primeiro homem moderno, assim como as obras que o seguem.</p>
<p align="JUSTIFY"><span id="more-43"></span></p>
<p align="JUSTIFY">Bebendo nas fontes de Plutarco, iniciando assim o ciclo romano com obras como <em>Ricardo II, Henrique IV, Henrique VI </em>e<em> Ricardo III</em>. As influências Shakesperianas não se encerram por ai, pois ele ainda navega na própria história inglesa. Ainda alcançamos uma discussão de cunho extremamente filósofico sobre a existência humana, trabalhada séculos antes do próprio autor, pelos Hindus. Essa passagem é caracterizada pela célebre frase &#8220;Ser ou não ser, eis a questão&#8221;, presente no homólogo discursado por Hamlet. Dentre esses exemplos citados e mais uma outra infinidade, podemos ter uma noção de quem é Shakespeare, não no seu íntimo, como sua verdadeira posição social como muitos vem buscando, mas quanto ao seu Eu Real, essencial. Desta forma entramos no ponto chave deste artigo, caro leitor. Seria possível haver um mundo sem Shakespeare?</p>
<p align="JUSTIFY">Não precisamos viajar muito longe para chegar ao responsável por criar um mundo sem o bardo. Isso mesmo! Ele se encontra na própria Inglaterra, terra natal de Shakespear e. Porém, este escritor que teve a capacidade de criar um mundo sem o poeta nacional inglês, nasceu exatamente em 26 de Julho de 1894 no condado de Surrey. Por pura ironia do destino, morreu em 22 de novembro de 1963, no mesmo dia em que John F. Kennedy foi assassinado. Quem é ele? Ao meu caro leitor ignaro as pistas não ajudaram muito, mas a você, sim! Você mesmo! As pistam levam a ninguém mais e ninguém menos que Aldous Leonard Huxley. E a obra que me refiro é aquela que provavelmente é a sua “obra-prima”, <em>Admirável Mundo Novo</em>. Esta que merece um parágrafo exclusivo com sua análise em relação ao íntimo universo Shakespeariano.</p>
<p align="JUSTIFY">A começar pelo título que trata-se de uma bela ironia a fala da belíssima Miranda, filha de Próspero (Duque de Milão), dita a seu pretendente Ferdinando. Miranda profere as seguintes palavras a respeito dos homens e do mundo em que eles vivem (já que ela se encontrava presa a uma ilha com seu pai e criaturas sobrenaturais): “Admirável mundo novo que tem tais habitantes!”. Porém, na obra de Huxley esta passagem além de se fazer presente no título acaba também sendo fruto de ironia do próprio protagonista, conhecido como John, um “selvagem”. Aldous Huxley cria um mundo mecanizado, onde cada um se coloca no seu devido lugar com a ajuda da biologia e de técnicas de “controle mental” como a Hipnopedia. A civilização é dividida por castas (tal como é na Índia) e os inferiores são desprovidos de qualquer inteligência superior que os façam questionar sua posição. Uma das iniciativas para se realizar tal ato é a redução da quantidade de oxigênio presente no cérebro, o que o faz atrofiar, em outras palavras, deixar “mais burro” o indivíduo. Outra medida é a aversão dos livros por um método completamente behaviorista. Mas o que todas as classes tem em comum, sejam aquelas do topo da pirâmide como aquelas abaixo: aversão ao velho e a solidão. Exatamente! Livros são velhos, de séculos atrás são proibidos. Filmes somente os “sensoriais” que são movidos somente a instintos como som e imagem (qualquer semelhança com os filmes em 3D hoje&#8230;). Outra medida terminantemente proibida é a solidão. De acordo com os superiores, ela causaria uma certa instabilidade, pois o ser seria capaz de pensar por si próprio sem sofrer influências e chegar a conclusões drásticas capazes de causar instabilidade na sociedade como um todo (isso também não tem nada haver com os dias de hoje, acredite&#8230;). Bom, você deve então saber porque Shakespeare entra na situação. Não!? Ora, basta voltar ali acima e ver o fato dos “livros ultrapassados” e chegará a conclusão que as obras do bardo é um deles. Se não há Shakespeare, não há o amor vivido na sua plenitude. Se não há o amor, temos aí o já mencionado sistema mecanizado. Em <em>Admirável Mundo Novo</em> ninguém é de ninguém. Está terminantemente proibido o apego, sentimentos que afloram a pele. Tudo funciona no mais restrito relacionamento sexual entre homem e mulher basicamente e, sem a dita “reprodução” já que todos são feitos em laboratórios.</p>
<p align="JUSTIFY">John, o nosso protagonista é encontrando em uma reserva e foi praticamente o único remanescente que leu e viveu Shakespeare na sua essência. O jovem se apaixona, mas a sua “amada” apenas um vê como um pedaço de carne bem irresistível, e percebendo isso ele a despreza com todas as forças e não chega extrair absolutamente nada da moça que sonhava com uma maravilhosa noite excitante. Huxley nos mostra o que acontece com um mundo sem William Shakespeare, em um mundo sem o verdadeiro amor. Digo a você caro leitor que se desejas saber a importância do poeta nacional inglês para o mundo, saber talvez porque ele é um dos mais importantes ícones literários e porque imensa influência até os dias de hoje&#8230; Se quiser a resposta destas questões e de outras mais que devem lhe aflorar os sentidos neste momento, com certeza você irá encontrá-las em <em>Admirável Mundo Novo</em>!</p>
<p align="JUSTIFY">
<p align="RIGHT">“<em>Mas o valor de uma coisa não está na vontade de cada um. A sua estima e dignidade vêm tanto do seu valor real, intrínseco, como da opinião daquele que a tomou</em>”</p>
<p align="RIGHT">(Tróilo e Créssida, II, 2)</p><p>The post <a href="http://go.steampunk.com.br/2012/02/05/um-mundo-sem-shakespeare-e-possivel/">Um mundo sem Shakespeare… é possível?</a> first appeared on <a href="http://go.steampunk.com.br">Loja Goiás do Conselho SteamPunk</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>O tempo existe?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael C. Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 15:48:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre a Ficção Científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tempo existe? A Ficção Científica tem como maior ferramenta o fator tempo. Passado, presente ou futuro, ou talvez todos eles juntos compõem as várias vertentes da Ficção Científica. Mas a pergunta que fica é: O tempo, ele realmente existe? Seria fruto de nossa imaginação? Afinal, ele é relativo. Ora, quando se exerce uma atividade, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O tempo existe?</p>
<p>A Ficção Científica tem como maior ferramenta o fator tempo. Passado, presente ou futuro, ou talvez todos eles juntos compõem as várias vertentes da Ficção Científica. Mas a pergunta que fica é: O tempo, ele realmente existe? Seria fruto de nossa imaginação? Afinal, ele é relativo. Ora, quando se exerce uma atividade, dependendo da disposição e da pessoa, aquilo poderá durar uma eternidade, ou dependendo poderá durar apenas alguns minutos. Será que o meu tempo é diferente do seu? Ou será que não existe tempo. Como diria Neil Gaiman em um de seus contos, ”o tempo é fluído por aqui”.</p><p>The post <a href="http://go.steampunk.com.br/2010/09/11/o-tempo-existe/">O tempo existe?</a> first appeared on <a href="http://go.steampunk.com.br">Loja Goiás do Conselho SteamPunk</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Ficção Científica ou Tarô?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rafael C. Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 16:50:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sobre a Ficção Científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As famosas cartas de tarô compõem um baralho de 78 cartas e faziam parte de um antigo jogo criado no norte da Itália entre os séculos XV e XVI. Os tarôs passaram a ser utilizados na previsão do futuro a partir do século XVIII. Aparentemente, os tarôs não possuem nenhuma ligação com a ficção científica, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="http://go.steampunk.com.br/2010/08/23/ficcao-cientifica-ou-taro/">Ficção Científica ou Tarô?</a> first appeared on <a href="http://go.steampunk.com.br">Loja Goiás do Conselho SteamPunk</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://go.steampunk.com.br/2010/08/23/ficcao-cientifica-ou-taro/a_steampunk_fairytale_by_frankhong/" rel="attachment wp-att-20"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-20" title="A_Steampunk_Fairytale_by_frankhong" src="http://go.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/08/A_Steampunk_Fairytale_by_frankhong-281x400.jpg" alt="" width="281" height="400" srcset="http://go.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/08/A_Steampunk_Fairytale_by_frankhong-281x400.jpg 281w, http://go.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/08/A_Steampunk_Fairytale_by_frankhong-719x1024.jpg 719w, http://go.steampunk.com.br/wp-content/uploads/2010/08/A_Steampunk_Fairytale_by_frankhong.jpg 749w" sizes="(max-width: 281px) 100vw, 281px" /></a></p>
<p>As famosas cartas de tarô compõem um baralho de 78 cartas e faziam parte de um antigo jogo criado no norte da Itália entre os séculos XV e XVI. Os tarôs passaram a ser utilizados na previsão do futuro a partir do século XVIII. Aparentemente, os tarôs não possuem nenhuma ligação com a ficção científica, porém, não é o que dizem os cientistas&#8230;</p>
<p>Em 2001, a revista Galileu publicou uma matéria um tanto curiosa. Tratava-se nada mais nada menos que uma discussão sobre o fim da ficção científica. E explicações foi o que não faltaram aos cientistas, os reais defensores deste pensamento. Segundo estes pesquisadores, a ficção científica está perdendo seu fôlego, pois não é mais possível prever o futuro como se fazia antigamente. Isaac Asimov falava de uma espécie de biblioteca mundial onde todos poderiam contribuir para a formação de seu conteúdo. Asimov acertadamente previu o que hoje conhecemos como Wikipédia. Com o passar dos anos essas previsões foram acabando e de acordo com os cientistas a ficção científica não será mais capaz de prever o futuro. Afinal, um escritor pensa em uma idéia sobre a existência de uma sociedade com tecnologia “X” nos computadores. Em seguida, o autor começar a desenvolver a sua história e personagens e, ao seu término, procura uma editora para avaliar e decidir se publicará sua obra. Até que todo esse processo citado ocorra, os cientistas ao descobrirem a tecnologia “X” existente nos computadores isto chegará em questão de segundos ao público devida a velocidade dos meios de comunicação. O exemplo citado prova nos dias de hoje é impossível a ficção científica prever o futuro. A pergunta que fica é: estaria realmente a ficção científica com seus dias contados?</p>
<p><span id="more-15"></span></p>
<p>É uma pena, mas os cientistas demonstram não reconhecerem o real valor do gênero subestimando sua força e potencial. Asimov não pretendia prever o futuro em seus mais de 400 contos e romances futurísticos. Para os desavisados pesquisadores, a ficção científica é a representação do passado e presente em uma sociedade futura. Confuso? Vamos lá. Em Admirável Mundo Novo (de Aldous Huxley) vemos a representação de uma sociedade que prega o seguinte dilema “Comunidade, Identidade, Estabilidade”. Na trama, o Estado utiliza dos avanços biológicos para criar indivíduos predestinados a determinadas tarefas dividindo-os por classes. Determinada classe é acostumada com o trabalho físico, pois os embriões foram submetidos a um aquecimento além do normal. Esta mesma classe possuí um cérebro menos desenvolvido pois o embrião não recebeu a quantidade de oxigênio que deveria. Se pararmos para pensar um pouco será mesmo que Huxley estava tentando prever o futuro? Ora, o sistema de castas existe há muito tempo na Índia, antes mesmo do autor cogitar a possibilidade de escrever sua obra. E se não quiserem se limitar ao oriente podemos pegar o ocidente como exemplo, mais especificadamente o Brasil. Não temos um sistema de castas, muito menos uma biologia tão avançada como a criada pela sociedade de Huxley, porém o governo não cria condições apropriadas para que as classes mais inferiores possam “crescer” e usa de uma estratégia bem simples presentes em vários filmes hollywoodianos que é comover várias pessoas com a história de um garoto pobre que vence na vida livrando assim a culpa. Isso prova que a ficção não está interessada em prever o futuro, mas sim tratar dos problemas do presente utilizando de um mundo alternativo em que este problema se agravou e chegou a um estado grave. Diferentemente dos outros gêneros literários, a ficção científica utiliza do avanço tecnológico como fonte para desenvolvimento de suas obras e consequentemente suas respectivas críticas sociais. É daí que surgem os diferenciados subgêneros, dentre eles podemos citar os mais famosos: o cyberpunk (relacionado ao desenvolvimento das “máquinas”), o biopunk (desenvolvimento biológico) e o steampunk (também conhecido como retrôfuturismo ou a junção de passado, presente e futuro em uma mesma época), dentre outros.</p>
<p>Deixo que vocês, após lerem este texto concluam por vocês mesmos se a ficção científica realmente deve receber o rótulo de “previsão do futuro” e entrar na categoria das famosas cartas de tarô utilizadas pelo esoterismo moderno, a cabala, a astrologia e a alquimia medieval. Os já citados Isaac Asimov e Aldous Huxley juntamente com Júlio Verne, H.G Wells, Arthur C. Clarke e John Brunner (só para ficar nestes exemplos) deveriam então ser considerados apenas “videntes”? Ou eles merecem algo mais, assim como suas respectivas obras. A resposta, meu amigo, está perdida no espaço e no tempo&#8230;</p><p>The post <a href="http://go.steampunk.com.br/2010/08/23/ficcao-cientifica-ou-taro/">Ficção Científica ou Tarô?</a> first appeared on <a href="http://go.steampunk.com.br">Loja Goiás do Conselho SteamPunk</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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