01 September 2010 by Published in: SteamPunk No comments yet

“Vamos mudar o mundo?” – Essa é uma questão sempre presente na cabeça das pessoas, principalmente naquelas mais jovens e que se nutrem de esperança graças a ideais considerados pelos leigos como revolucionários. Sendo assim, a mudança vem de uma palavra em especial, a chamada “revolução”. É daí que temos fatos históricos, como o dia 1º de janeiro de 1959 que foi marcado pela derrubada do ditador Fulgêncio Batista e a tomada do poder de Fidel Castro na famosa Revolução Cubana. Ainda podemos destacar a Revolução Francesa em 1789 e 1799, de cunho social, científico e artístico, além da Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX. A pergunta que fica é: o que realmente caracteriza as mudanças do mundo? E o que faz acontecer essas constantes evoluções? São essas perguntas que serão respondidas (ou pelo menos tentadas) pelo cérebro humano que é movido por um fator importante chamado “Tempo” e a sua relação com o subgênero literário SteamPunk e a Ficção Científica.

O fator tempo é o responsável pelas inúmeras mudanças. Várias pessoas ou grupos no final irão compôr um conglomerado maior e receberá o título que o senso comum chama de revolução. A Ficção Científica em si trata, a partir de seus subgêneros, dessas inúmeras mudanças e seus respectivos resultados, sejam eles positivos ou negativos e seu protagonista e/ou antagonista sempre é o tempo. A FC tem o apoio dos seus subgêneros para reforçar a importância temporal na vida do homem. Indo mais a fundo, a subdivisão da FC que mais representa as mudanças constantes é o SteamPunk. Ao nos perguntamos “por quê?”, a resposta é a seguinte: O subgênero SteamPunk é a junção de elementos do mundo contemporâneo com os elementos da Era Vitoriana, sendo assim, em sua essência, o SteamPunk (que remete a Vapor, logo, Séc. XIX) é a influência do passado agindo na construção do futuro. Dessa forma, a definição do SteamPunk apenas como uma manifestação artística que faz a junção de elementos atuais com a Era Vitoriana em especial não é válida, pois em sua essência, o SteamPunk, também está relacionado a forma como o mundo sofre suas mudanças. Mudar o mundo, revolucionar, progredir, entre outros termos. Todas essas expressões utilizadas pela ciência tem base no tempo, pois é a partir do que aconteceu no passado que será feito o futuro. Um exemplo para explicar este processo pode ser feito com a famosa “teoria da relatividade”, de Albert Einstein. A teoria de Einstein não surgiu do nada, pois ele estudou várias outras teorias, físicos e filósofos como Isaac Newton (Física Mecânica) e Galileu Galilei (precursor da revolução científica). Para se formar um conceito é preciso juntar vários outros, ou seja, é preciso voltar ao passado para criar o futuro. O filósofo Heidegger diz que o ser humano não vive do presente, mas do passado e futuro, pois uma ação que seria pensada neste exato momento já não existe mais, tornando-se passado e as ações tomadas remetem ao futuro. O presente, para Heidegger é praticamente inexistente, sobrando o passado e o futuro, tratado de forma sublime pelo retrofuturismo, mais conhecido como SteamPunk.

A complexidade da mente humana nos torna escravos de nós mesmos, presos ao tempo, mais precisamente, futuro e passado. Em outras palavras, quem faz o tempo é a mente humana, sendo esta a mesma responsável por fazer o mundo girar, acontecer suas respectivas mudanças, sejam elas na história com suas revoluções políticas, na ciência com o surgimento de várias tendências da genética, na arte com seu novo modelo associado às últimas criações tecnológicas. E ao final disso tudo, o tempo, protagonista/antagonista absoluto que o ser humano tem em suas mãos acaba por se tornar livre, saindo de nossas mãos e nos fazendo escravos dele. Esse é um paradigma que a humanidade enfrenta, mas a questão inicial é o foco deste texto. Como pergunta final, o que acham de mudarmos o mundo?

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